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26/07/2010 14:17
Rio Grande do Sul terra multicultural
Estado abriga imigrantes de diversos países.
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Na história do Brasil, o Rio Grande do Sul se destaca por ter sido palco da Guerra dos Farrapos, a mais longa guerra civil do país. A população, em sua maioria, é formada por descendentes de indígenas, portugueses, açorianos, espanhóis, africanos, alemães, italianos, franceses e poloneses, dentre outros imigrantes.
No século XVIII, o estado era uma região disputada entre portugueses e espanhóis. A ocupação teve início com os milicianos, que eram tropeiros de São Paulo e Minas Gerais, sendo reforçada com a vinda de casais açorianos na década de 1750. Essa imigração foi promovida pela Coroa Portuguesa, que almejava estabelecer seu domínio na região.
A população concentrava-se nos pampas, ocorrendo uma fusão de costumes espanhóis, portugueses e indígenas, que deram origem ao tipo regional gaúcho. Embora o gaúcho fosse mais português que espanhol, a influência cultural vinda dos países vizinhos tornaram os gaúchos dos pampas hispanizados. Eles falavam um dialeto que misturava elementos espanhóis e portugueses.
Além do português, no estado são faladas outras línguas como o caingangue ou ombyá-guaraní, de povos autóctones; o Riograndenser Hunsrückisch também conhecido como alemão hunsrückisch; o Plattdietch ou plattdüütsch, uma junção dos dialetos do baixo-alemão; o Talian versão sul-brasileira do vêneto; o Castelhano, falado nas regiões fronteiriças do Brasil com outros países; e em menor escala, ainda existem outros núcleos de idiomas e dialetos como o polonês, lituano, árabe e iídiche.
O estado ocupa uma área de mais de 282 milhões de km². Todo o seu território está abaixo do Trópico de Capricórnio. Tem uma população de quase 11 milhões de habitantes e está dividido em 496 municípios. O mais populoso deles é a capital Porto Alegre, com 1,4 milhões de habitantes, sendo a cidade mais rica do estado.
Banhado pelo oceano Atlântico, possui duas das maiores lagoas do país: a Lagoa Mirim e a Lagoa Mangueira, além de uma das maiores lagunas do mundo: a Lagoa dos Patos, com água salobra.
Dois tipos de cobertura vegetal predominam no Rio Grande do Sul: campos e florestas. O clima é subtropical úmido (ou temperado), constituído por invernos moderadamente frios e verões quentes (amenos nas partes mais elevadas).
As temperaturas do estado, em diversas regiões, estão entre as mais baixas do inverno brasileiro, chegando a -6 °C em cidades como Bom Jesus, São José dos Ausentes e Vacaria, com geadas frequentes e ocasional precipitação de neve.
Na agropecuária destacam-se: o arroz, a soja, o milho, a mandioca, a cana-de-açúcar, a laranja, o alho e os rebanhos bovino, ovino e suíno. Além disso, a criação de galináceos chega a 112 milhões de aves.
O estado possui, ainda, grandes reservas de carvão mineral e de calcário. A extração de água mineral é também importante com aproximadamente 92 milhões de litros anuais. O parque industrial concentra-se, principalmente, nos ramos petroquímico, tabagista, de calçados, de construção, de alimentos e automobilístico.










